01/10/2019

BRASIL: 59 MIL NOVOS CASOS DE CÂNCER DE MAMA EM 2019

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, presidida pela

O diretor Glauber Amancio, a presidente do Coren-RJ, Ana Lúcia Telles, a deputada Enfermeira Rejane, a diretora Maria Lúcia Tanajura e a colaboradora Rosimere Silva

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, presidida pela deputada Enfermeira Rejane, abriu nesta segunda-feira a programação do Outubro Rosa da Alerj, que durante todo o mês promoverá atividades direcionadas à conscientização e prevenção do câncer de mama. Para este ano de 2019, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer é de que cerca de 59 mil mulheres sejam diagnosticadas com a doença. O evento foi prestigiado pela presidente do Coren-RJ, Ana Lúcia Telles, pelos diretores Glauber Amancio e Maria Lúcia Tanajura, e pela colaboradora Rosimere Silva.

O que seria a solenidade oficial de abertura transformou-se em um grande debate sobre a necessidade de avanços nas políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce do câncer de mama, as dificuldades de acesso ao sistema de saúde e a distância entre a detecção e o conseqüente tratamento.

– A Comissão de Mulheres e nós profissionais de saúde lutamos o ano inteiro pelo direito de as mulheres terem acesso garantido à rede de saúde, para que tenham o atendimento adequado do diagnóstico ao tratamento. Não adianta só cobramos mais mamógrafos, tem que capacitar os profissionais, destinar recursos ao sistema, declarou a deputada Rejane, criticando o governo do estado por não cumprir o determina a Constituição, que obriga o investimento de 12% do orçamento em serviços de saúde.

A ausência de políticas preventivas, especialmente no estado do Rio de Janeiro, foi consenso entre especialistas, representantes de conselhos profissionais da área de saúde e da sociedade civil.

Para Ana Lúcia Telles, presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro, o desconhecimento dos próprios profissionais que atuam na porta de entrada do sistema é um dificultador na prevenção do câncer de mama:

– Deveria ser deflagrado um grande movimento educativo quanto à importância do diagnóstico precoce. Tanto para os profissionais, que são pouco capacitados para o atendimento à saúde da mulher, quanto para a população. É inconcebível que uma mulher bata à porta de uma unidade de saúde primária e a deixem sair sem realizar um exame que detecte o problema.

Cenário definido pela vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, Célia Regina da Silva, como um funil – “Na rede pública, as mulheres não conseguem o atendimento adequado. O Sisreg (Sistema Nacional de Regulação) é um “nó” que não atende a nossa realidade”, acrescentando que investir na atenção primária e na capacitação seriam soluções para o problema. Ainda segundo a médica Célia Regina, o Rio de Janeiro é o estado com pior índice de assistência, desrespeitando a Lei Federal que garante prazo de 60 dias entre o diagnóstico e o início do tratamento no SUS.

Segundo Aleksandr Miyahira, diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Rio de Janeiro, apenas 15% das mulheres diagnosticadas recebem atendimento dentro do prazo previsto em lei.

Para a deputada Franciane Motta, conscientizar as mulheres sobre a importância do cuidado com a saúde, o que inclui a prevenção do câncer de mama, é uma grande luta. Mas que parlamentares e a sociedade civil podem trabalhar juntos neste sentido e avançar nas políticas públicas.

UPAS vão diagnosticar câncer de mama

Presente à solenidade do Outubro Rosa, o secretário estadual de Saúde admitiu que entre o diagnóstico e o tratamento, a rede pública não está conseguindo dar conta. Edmar Santos, no entanto, declarou comprometimento da Secretaria e que o estado está disposto à investimentos na rede de atendimento à saúde da mulher:

– Não temos até o momento uma estrutura focada no tratamento do câncer de mama. Mas, estamos investindo junto aos municípios para capacitar a rede primária.

O secretário Edmar Santos anunciou que todas as UPAS passarão a contar com um espaço para a realização de exames que possam diagnosticar precocemente o câncer, aumentando as possibilidade de recuperação das pacientes.

Também estiveram presentes à inauguração do Outubro Rosa da Alerj representantes da Frente Estadual de Combate ao Câncer e Mama, Genir Vicente, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos; Patrícia Xavier, da UBM, Dilcéia Quintela e Ana Kerlly, do Cedim.

Fonte: Fátima França – ASCOM Deputada Enfermeira Rejane

 




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