21/01/2021

JR – Conselho Federal de Enfermagem inicia vistoria nos hospitais do Amazonas

21/01/2021 Sem lugar para todo mundo, hospitais usam as macas
21/01/2021

Sem lugar para todo mundo, hospitais usam as macas das ambulâncias como leito.

Ação da Força Nacional de Fiscalização foi destaque no Jornal Nacional

O Conselho Federal de Enfermagem iniciou nesta quarta-feira (20) uma vistoria nos hospitais do Amazonas.

A inspeção vai avaliar unidades de saúde de Manaus e de cidades menores. Uma delas é o Hospital 28 de Agosto, onde a superlotação é flagrante.

“Todas as instituições fiscalizadas hoje estão com todos os leitos ocupados. Inclusive algumas instituições ainda com bastante pacientes sendo atendidos nos corredores”, diz Sandra Vasconcelos Fava, do Conselho Federal de Enfermagem.

Como ainda há racionamento de oxigênio, alguns pacientes entram na unidade levando seus próprios cilindros.

Defensores públicos que atuam em municípios do interior do Amazonas afirmaram que, entre os dias 15 e 19 de janeiro, pelo menos 30 pessoas morreram em localidades mais afastadas da capital por falta de oxigênio ou por falta de remoção para cidades com melhores condições de atendimento.

“Esses pacientes precisam de oxigênio, pelo menos de oxigênio. Esses pacientes precisam ser evacuados. Aqueles que estão em estado grave, a gente sabe. Não existe nenhuma UTI no interior do Amazonas”, afirma Gabriela Gonçalves, defensora pública do Baixo Amazonas.

A Justiça do Amazonas já notificou o governo estadual para entregar 155 cilindros de oxigênio da Prefeitura de Coari, que haviam sido retidos e enviados para Manaus.

Em Manacapuru, a 90 quilômetros da capital, outras 11 mortes na semana passada: 7 por falta de oxigênio e outras 4 por demora na remoção.

“Isso é algo que está acontecendo no interior todo. Então, a gente precisa de um plano coordenado e saber realmente qual é a capacidade de oferta desses cilindros e qual é a demanda do interior, para que haja uma organização”, diz Gabriela Gonçalves.

O carregamento de oxigênio da Venezuela, enfim, chegou na noite de terça a Manaus. 136 mil metros cúbicos que foram direto para a empresa distribuidora.

Assista a íntegra da reportagem

Fonte: Jornal Nacional – Rede Globo




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