01/04/2019

Reunião pelo piso em 30h lota auditório com a enfermagem

              Uma reunião emergencial

             

Uma reunião emergencial para defender o cumprimento da Lei Estadual 8.315/2019, que se refere do piso salarial pago em jornada de 30 horas para enfermagem fluminense, lotou manhã desta segunda-feira (01/04), o Sindicato dos Correios, no Centro do Rio. Em torno de 150 profissionais de enfermagem atenderam ao chamado da deputada Enfermeira Rejane, apoiada pelas entidades da categoria, como o Coren-RJ, o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Rio de Janeiro (SATEMRJ) e do Movimento de Ativistas da Enfermagem (MAE). O julgamento da validade da Lei Estadual 8.315/2019, será hoje, às 13h, na Sala de Sessões do Órgão Especial, localizada na Av. Erasmo Braga, 115/ 10º andar, da Lâmina I, Centro. A sessão de julgamento – aberta ao público.

A deputada abriu as falas explicando todos os aspectos jurídicos e detalhes históricos que cercam o pleito da jornada de 30 horas para a enfermagem. Rejane enfatizou que, desde o ano passado, o fato de a categoria ter ocupado as galerias da Alerj e conseguido derrubar o veto do governador Pezão, foi uma vitória sem precedentes. Porém, com o recurso obtido pela AEHERJ, a Lei aprovada em 2018 perdeu a validade. “A Lei do Piso é votada anualmente para determinar a correção salarial de diversas categorias. Portanto, uma é substituída pela outra: a que está valendo é a última, a 8.315/2019, votada e sancionada pelo governador. Mais uma vez, a Associação dos Hospitais obteve uma liminar aceita contra os nossos direitos. Mas, ainda não ganharam: o julgamento é hoje e estaremos lá”, explicou a parlamentar.

O primeiro-secretário do Coren-RJ, Glauber Amancio, ressaltou a necessidade de a classe participar efetivamente das lutas. Em especial, o enfermeiro alertou sobre a urgência da enfermagem ocupar assentos nas esferas de poder, através das eleições a cargos políticos, para que seja representada em todo o legislativo. Glauber Amancio observou ainda que depreciar representantes e as entidades de defesa da enfermagem, em redes sociais, são indicativos de desconhecimento do trabalho realizado e que não a conduta não traz qualquer conquista. “Eu sei o que vocês sentem, porque sou da enfermagem. Eu também não confiava e falava mal do Coren-RJ, da deputada e dos sindicatos”, admite o conselheiro, que afirma que esta falta de conhecimento promove a derrota e elimina qualquer possibilidade de construção de avanços, fortalecendo os inimigos da enfermagem, apontados por ele como as associações, federação e sindicatos dos hospitais. O conselheiro pediu ainda que tudo o que foi ouvido, esclarecido e assimilado pelos presentes, que seja transmitido aos colegas de todos, no serviço.

Também estavam presentes e deram depoimentos a presidente do SATEMRJ, Mirian Lopes, e a representante do MAE, Mônica Cunharski. A reunião foi acompanhada ainda pelo procurador do Coren-RJ, José Luiz Lima Jr e pelos conselheiros Eliane Araújo, Márcia Guimarães, Adriana Miranda, Zuleide Aguiar e Josimar Barbosa.

 




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